Cedro-do-buçaco


Nome científico
Cupressus lusitanica Mill.

Nome comum
Cedro-do-buçaco, Cedro-de-goa, Cipreste-do-buçaco

Família
Cupressaceae

Descritor
Mill. [Philip Miller (1691–1771)]

Tipo de origem
Alóctone

Origem
México e América Central, desde o Belize e a Guatemala até à Nicarágua

Descrição da espécie
O Cupressus lusitanica é uma árvore perenifólia de médio porte, que pode atingir 30 m de altura. A copa, com ramos divergentes e algo pendentes nas extremidades, tem um formato piramidal quando jovem, tornando-se mais larga e abobadada na maturidade. O tronco, direito e colunar, apresenta uma casca castanho-escura, longitudinalmente fendida e desprendendo-se em tiras fibrosas. As folhas, de 2 a 5 mm de comprimento, são simples, inteiras, escamiformes, imbricadas e com ápices agudos e levantados, que as tornam caracteristicamente ásperas ao toque. São de cor verde-azulada ou glauca, e apresentam uma pequena glândula oval na parte central. A floração ocorre entre fevereiro em março, sendo a inflorescência masculina um cone terminal, de 3 a 4 mm de comprimento e cor amarela. O fruto, tal como o das restantes cupressáceas, é uma gálbula — um estróbilo, ou cone, globoso, com eixo curto, onde se inserem várias escamas lenhosas, peltadas e decussadas, que se separam na maturação — de 1 a 1,5 cm de diâmetro, inicialmente de cor glauca e castanha-brilhante quando madura, com 6 a 8 escamas, cada uma com uma proeminente protuberância central (mucrão). Cada escama contém 8 a 10 sementes bialadas.

Observações
O nome comum da espécie, cedro-do-buçaco, é enganador, uma vez que, na realidade, nem se trata de um cedro (Cedrus) — é um cipreste (Cupressus) —, nem, como sugere o restritivo específico, lusitanica, é nativo de Portugal, ou do Buçaco, mas sim do México e da América Central. A origem do erro prende-se com o facto de, em 1768, ter sido descrito por Philip Miller a partir de amostras provenientes da Mata do Buçaco onde, no século XVII, a Ordem dos Carmelitas terá plantado os primeiros exemplares da espécie em Portugal — e na Europa —, oriundos do México — e não de Goa, como terá sido assumido por Miller. Este segundo erro está na origem de um dos nomes comuns mais utilizados para designar esta espécie na língua inglesa: cedro-de-goa. Plantado entre 1628 e 1650, e muito danificado pela tempestade Gong, em janeiro de 2013, o “Cedro de S. José” é o mais antigo ainda existente na Mata do Buçaco. Em 2017 media 16 m de perímetro à altura do peito.