Sexta-feira, 06 de novembro
21h00 · Igreja da Misericórdia da Feira
A Igreja da Misericórdia, localizada em Santa Maria da Feira, é um marco histórico e arquitetónico importante. Fundada no séc. XVII como parte do movimento das Misericórdias, a igreja reflete o estilo Barroco, caracterizado pelas suas decorações elaboradas e altares ornamentados.
A fachada da igreja é notável pela grandiosa entrada e uma magnifica escadaria, trabalhadas em pedra. O interior é ricamente decorado, com um altar, talha dourada e belas obras de arte religiosas. Historicamente, a igreja desempenhou um papel vital na comunidade local, ao servir não apenas como um lugar de culto, mas também como centro de atividades caritativas.
A Igreja da Misericórdia é um testemunho da rica herança religiosa e cultural de Portugal, ao destacar também a beleza arquitetónica do período barroco.
PROGRAMA
Transcrições e improvisações para órgão e percussão
Marc-Antoine Charpentier (1643 – 1704)
Te Deum - Prelúdio
Franz von Suppé (1819 – 1895)
Cavalaria Ligeira - Abertura
Joaquim Coelho Lima (1908 – 1993)
Inspiração Divina - Marcha de Procissão
Richard Wagner (1813 – 1883)
Rienzi - Marcha de Procissão
António Almeida da Silva
Transfiguração - Marcha de Procissão
Rui Soares (1987)
Improvisação sob a Forma de Bolero
Franz Schubert (1797 – 1828)
Marcha Militar
O órgão da Igreja da Misericórdia de Santa Maria da Feira é resultado de uma encomenda por parte da Santa Casa da Misericórdia da Feira ao organeiro belga, Bruggeman-Baert.
Após vários contactos com este renomeado organeiro belga, surge uma proposta de construção de um novo instrumento de características barrocas inteiramente integrado no espaço recém recuperado.
Com uma caixa e fachada de características hamburguesas, o novo órgão da Igreja da Misericórdia está dividido em três secções: pedaleira, 1º manual e 2º manual ostentando um total de 16 registos.
É o primeiro órgão pensado, desenhado e concretizado de raiz em Santa Maria da Feira.

Natural de Fiães, Rui Soares é organista e cravista. Iniciou a sua formação na Escola de Ministérios Litúrgicos do Porto e concluiu o curso de Órgão no Conservatório Regional de Gaia, com classificação máxima. Licenciado em Música Sacra pela Universidade Católica Portuguesa, concluiu o Mestrado em Música Antiga no Conservatório de Amesterdão, com distinção Cum Laude.
Desenvolve uma intensa atividade concertística em Portugal e no estrangeiro, tendo participado em diversos projetos discográficos, entre os quais O Órgão Arp-Schnitger de Moreira da Maia (2022) e Pedro de Araújo – Organ Works (2024), editado pela Brilliant Classics.
É organista titular da Igreja dos Clérigos, no Porto, e fundador do ensemble Mvsica Antiqva Porto.

Nascido em 1986, Marcelo Pinho iniciou os estudos musicais em São Miguel de Souto, prosseguindo a sua formação na Academia de Música de Santa Maria da Feira e na Escola Profissional de Música de Espinho.
É licenciado em Performance e mestre em Ensino de Música pela Universidade de Aveiro. Premiado em concursos nacionais e internacionais de percussão, atua regularmente com diversas orquestras portuguesas, sendo chefe de naipe da Orquestra Filarmónica Portuguesa e da Orquestra e Banda Sinfónica de Jovens de Santa Maria da Feira.
É professor de Percussão, diretor musical do Percupaços e fundador do Atelier de Bateria e Percussão, conciliando a atividade artística com a docência.

Natural de Santa Maria da Feira, Rui Milheiro é percussionista e docente. Licenciou-se em Performance - Percussão e concluiu o Mestrado em Ensino de Música na Universidade de Aveiro.
Tem colaborado com diversas formações, entre as quais a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, a Filarmonia das Beiras, a Orquestra Filarmónica Portuguesa e a Orquestra e Banda Sinfónica de Jovens de Santa Maria da Feira.
É membro fundador do projeto 100Sentidos e tem participado em gravações e estreias de obras de música contemporânea. Paralelamente à atividade artística, desenvolve um percurso pedagógico em várias escolas especializadas de música.
