30 de abril
20h30
Europarque
Os deputados municipais vão reunir-se em Assembleia Municipal no próximo dia 30 de abril (quinta-feira), no Europarque.
Aceda AQUI à respetiva Ordem do Dia.
Concurso de Projetos Musicais Emergentes
30 de abril
21h30
Cineteatro António Lamoso
Com o objetivo de valorizar os novos talentos e divulgar criação musical emergente de Santa Maria da Feira, este concurso promove o acesso a experiências públicas e a amplificação da comunicação artística. A apresentação dos seis projetos finalistas aproxima a comunidade das práticas culturais locais e dos seus jovens criativos.
21h30
Cineteatro António Lamoso
Com “Soma”, o fundador dos Buraka Som Sistema eleva ainda mais o patamar de excelência que o distingue. Resultado de pesquisa, produção aprofundada e viagens entre Lisboa, Londres e Rio de Janeiro, este novo álbum afirma um universo musical versátil e uma identidade sonora que derruba fronteiras, misturas e expectativas.
09 de maio
21h30
Cineteatro António Lamoso
Com poesia interventiva que reflete o tempo presente, A Garota Não tem dado corpo, alma e voz a um projeto de grande impacto. Em 2022 lançou “2 de abril”, eleito entre os melhores álbuns nacionais e distinguido com o Globo de Ouro de “Melhor Intérprete”. Com o novo “Ferry Gold”, a expectativa do público é enorme.
Mnemos - Companhia de Teatro, CRL
13 de maio
21h30
Experiência em Palco - Cineteatro António Lamoso
Inspirada no teatro do absurdo de Ionesco, esta é uma sátira sobre a influência digital e os desafios da liberdade individual numa sociedade massificada. O espetáculo, desenvolvido em residência artística, cruza humor e comédia física para questionar identidade e conformismo. Um processo de experimentação enriquecido pela diversidade de um elenco intergeracional.
Imaginarius - Festival de Artes Performativas em Espaço Público
21 a 23 maio
Ruas, praças e equipamentos culturais do centro da cidade de Santa Maria da feira
O Imaginarius não procura conforto.
Não procura consenso.
Não é elitista, nem populista.
É resistência.
Resistência entendida como prática ativa de pensamento e experimentação. Um espaço onde a criação artística assume o risco como método, onde errar faz parte do processo e onde a imaginação não serve para adormecer, mas para acordar. O Imaginarius afirma-se como território de liberdade crítica, profundamente ligado à cidade e ao espaço público, onde arte e vida se cruzam sem hierarquias pré-definidas.
O Imaginarius é uma plataforma viva, um lugar onde as ideias não são apresentadas como conclusões, mas como experiências em aberto. A programação da edição 2026 organiza-se como um universo de ecossistemas, uma diversidade de propostas que coexistem, se contaminam e se descobrem por aproximação. Neste território, a surpresa é central. A irreverência não é ornamento, é linguagem. A inovação surge da fricção entre diferentes estéticas, culturas e escalas. A cidade transforma-se num espaço de deriva consciente, onde o inesperado tem lugar e onde o encontro entre artistas, público e território gera novas formas de relação e de entendimento, alimentadas por um percurso construído ao longo do tempo, mas nunca cristalizado.
O Imaginarius assume a diversidade como condição estrutural. A multiculturalidade não surge como discurso ilustrado, mas como prática vivida. Diferentes vozes, origens e imaginários partilham o mesmo espaço, criando tensões produtivas, diálogos possíveis e experiências de tolerância ativa. A programação projeta o futuro a partir do presente, abordando a sustentabilidade com cuidado e responsabilidade, as cidades em transformação e as comunidades que procuram novos equilíbrios. Essa projeção assenta numa leitura atenta do caminho já percorrido, capaz de reconhecer continuidades, mas também de identificar ruturas, limites e novos pontos de partida. Não propõe soluções universais, procura experiências que deixam rasto, que permanecem na memória e no pensamento para lá do tempo do festival.
O Imaginarius é emoção, surpresa, dúvida e descoberta. É o espaço onde surgem novas perguntas, onde o pensamento se torna mais livre, mais atento, mais curioso. É onde se dá voz ao que transforma gerações, sem pressa de se tornar consenso. O Imaginarius não pretende ser solução para os problemas do mundo. Pretende criar as condições para os reconhecer, para os questionar e para imaginar outras possibilidades de futuro, sabendo que imaginar implica escolher, arriscar e, por vezes, deixar para trás o que já não responde ao presente.
O tempo criou uma geração Imaginarius.
Uma geração feita de questões, de experiências partilhadas e de caminhos cruzados.
Uma geração que aprendeu que imaginar é construir.
Mas o Imaginarius não se esgota numa geração. Renova-se a cada edição, a cada encontro, a cada nova pergunta lançada no espaço público. É nesse movimento contínuo, informado pela experiência e orientado pela vontade de avançar, que o festival se mantém vivo. Os próximos 25 anos são agora, no modo como escolhemos continuar a imaginar juntos, sabendo que é nas perguntas que nasce toda a resistência.
Consulte o programa disponível aqui.