
O filósofo francês Gilles Lipovetsky e o português Nuno Venturinha, o físico e ensaísta Carlos Fiolhais, a escritora Dulce Maria Cardoso e os músicos Patrícia Relvas e Roberto Afonso (projeto Lavoisier) são os nomes que completam o cartaz da primeira edição do Miolo – Festival da Literatura e do Pensamento. Durante três dias, entre 25 e 27 de setembro, 12 vozes de referência de diferentes áreas do conhecimento, nacionais e europeias, vão juntar-se na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira para pensar e questionar o mundo contemporâneo.
A estas seis presenças de referência ligadas ao pensamento, à literatura, à ciência e à arte juntam-se os seis primeiros nomes anunciados em meados de agosto: a urbanista e promotora cultural norueguesa Anne Beate Hovind; a escritora espanhola Clara Usón e o designer e ilustrador Isidro Ferrer da mesma nacionalidade; o advogado e ex-governante Adolfo Mesquita Nunes; e os escritores Gonçalo M. Tavares e Joana Bértholo.
Ao longo de três dias de programa, que tem a curadoria de Isabel Lucas, os 12 convidados vão dar vida a um festival com identidade própria, onde a literatura abre espaço às perguntas da ciência, da filosofia e da política, e às formas do design e da música.
“Os convidados foram escolhidos pelo que acrescentam a esta proposta: autores, pensadores e investigadores com percursos diferentes, capazes de introduzir outras perspetivas e deixar ideias que permaneçam para além do festival”, sublinha Paulo Marcelo, vereador da Cultura da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, território que já recebeu figuras de vulto da cultura e do pensamento contemporâneos, como Eduardo Lourenço, José Saramago, Bernard-Henri Lévy, Tahar Ben Jelloun e Salman Rushdie.
Sob o mote “Do interior do livro ao interior do pensamento”, os três dias do Miolo serão organizados em três movimentos: “Dar forma” (25 de setembro), com um programa centrado no design e nos processos criativos para explorar a origem das ideias; “Pensar” (26 de setembro), focado no diálogo entre filosofia, ciência, história e política, criando um espaço para questionar, compreender e debater alguns dos temas que marcam o nosso tempo; e “Narrar” (27 de setembro), um espaço que abraça a literatura como um dos lugares privilegiados para compreender o mundo.
Paulo Marcelo adianta que o Miolo é um evento para continuar e pretende reposicionar Santa Maria da Feira como um lugar de reflexão, inquietação e criação, onde autores, pensadores, criadores e públicos se encontrem de forma regular para compreender e interrogar o mundo contemporâneo.
“Vivemos em sociedades mais complexas, com transformações profundas na tecnologia, na política, na ciência, na cultura e nas relações humanas. Perante essa complexidade, acreditamos que também cabe à cultura criar espaços onde seja possível parar e confrontar diferentes perspetivas”, reforça o titular da pasta da Cultura.
Todas as atividades do Miolo são de acesso gratuito. Do programa do festival fazem parte três conferências e três conversas temáticas que requerem inscrição prévia a partir de 2 de setembro. Haverá ainda um concerto, a apresentação de um livro e uma exposição de entrada livre.
Para mais informações, os interessados devem contactar através do email miolo@festivalmiolo.pt ou telefone 256 377 030.
Publicado a 27 de agosto de 2026.