Sexta-feira, 27 de novembro
21h00 · Igreja Paroquial de Paços de Brandão
A Igreja Matriz de Paços de Brandão, dedicada a São Tiago Maior, constitui um dos mais importantes testemunhos do património religioso e artístico da freguesia.
Embora de origem mais antiga, o edifício atual resulta de sucessivas campanhas de construção, ampliação e beneficiação, refletindo diferentes épocas e opções arquitetónicas.
No seu interior destacam-se os retábulos em talha dourada, a imaginária sacra e outros elementos decorativos que evidenciam a riqueza do seu espólio e a importância do templo na vida da comunidade.
A instalação do órgão de tubos veio reforçar a dimensão cultural e musical deste espaço, valorizando-o como lugar de encontro entre património, música e comunidade. O instrumento acrescenta uma nova dimensão à fruição do templo, criando condições para a realização de concertos e outras iniciativas culturais.
PROGRAMA
STYLUS PHANTASTICUS NO TEMPO DO ADVENTO
Dieterich Buxtehude (1637 – 1707)
Prelúdio em Ré Maior, BuxWV 139
Johann Pachelbel (1653 – 1706)
Partita sobre «Was Gott tut, das ist wohlgetan» (O que Deus faz é bem feito)
Georg Böhm (1661 – 1733)
Prelúdio em Sol Menor
«Vater unser im Himmelreich» (Pai Nosso que estais nos Céus)
Nikolaus Bruhns (1665 – 1697)
Prelúdio em Mi menor
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
«Nun komm, der Heiden Heiland», BWV 659 – a dois manuais e pedaleira (Vinde agora, Salvador dos gentios)
Trio sobre «Nun komm, der Heiden Heiland», BWV 660 – a dois baixos e cantus firmus
«Nun komm, der Heiden Heiland», BWV 661 – em organo pleno / o cantus firmus na pedaleira
Prelúdio em Sol Maior, BWV 550
Construído em 1969 pelo organeiro Hillebrand, de Altwarmbüchen, perto de Hannover, na Alemanha, este órgão serviu durante muitos anos a Igreja de São Mateus, na Comunidade Evangélica Luterana Emmaus de Bremerhaven-Geestem nde e Grünhöfe.
A sua instalação na Igreja Matriz de Paços de Brandão permite dar continuidade à vocação musical do instrumento, agora integrado num novo contexto de culto e de fruição cultural. Inaugurado a 3 de janeiro de 2026, o órgão apresenta características de tradição barroca e é composto por 16 registos, distribuídos por dois manuais e uma pedaleira.
A sua presença enriquece o património musical da igreja e cria novas possibilidades para a interpretação de repertório organístico, bem como para o acompanhamento litúrgico e a realização de concertos.

Mestre em Música - Interpretação em Órgão pela Universidade de Évora, Sérgio Silva desenvolve uma intensa atividade concertística em Portugal, na Europa e em Macau.
Apresenta-se regularmente a solo e com agrupamentos de referência, tendo participado também em diversas gravações discográficas. Paralelamente à atividade artística, dedica-se à investigação e transcrição de música antiga portuguesa, colaborando em edições nacionais e internacionais.
É professor de Órgão na Escola Artística do Instituto Gregoriano de Lisboa e organista titular dos órgãos históricos da Basílica da Estrela e da Igreja de São Nicolau, em Lisboa, conciliando a interpretação, a docência e a investigação.
