Domingo, 8 de novembro
16h00 · Igreja Paroquial de Arrifana
Dedicada a Nossa Senhora da Assunção, a Igreja Paroquial de Arrifana é um dos principais elementos do património religioso da vila, testemunhando a história e a vivência da comunidade local. A paróquia encontra-se documentada desde 1587, revelando a antiguidade da presença e da organização religiosa neste território.
O templo destaca-se pela fachada monumental, antecedida por uma ampla escadaria, e pelos elementos artísticos e religiosos que conserva, entre os quais sobressai o Altar do Sacramento, datado de 1582. Situada junto ao Caminho Português de Santiago, a igreja assume também relevância no contexto dos percursos de peregrinação.
Para além da sua função religiosa, constitui um espaço de memória, celebração e encontro, mantendo uma ligação profunda à identidade histórica, cultural e comunitária de Arrifana.
PROGRAMA
J. S. Bach (1685 – 1750)
Prelúdio e Fuga em Ré Maior BWV 532
Nun Komm, der Heiden Heiland BWV 661 In Organo Pleno
G. Frescobaldi (1583 – 1643)
Canzona IV
B. Pasquini (1637 – 1710)
Variações sobre “Poggio Todesco”
J. Pachelbel (1653 – 1706)
Ciaccona em Ré
G. F. Händel (1685 – 1759)
Suite No. 2 em Fá Maior, HWV 427
N. Bruhns (1665 – 1697)
Prelúdio em Sol Maior
Órgão, Literatura e Improvisação
Jan Pieterszoon Sweelinck (1562 – 1621)
Balleto del Granduca
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Concerto para Órgão Menor em Ré Menor, BWV 596
Baptiste-Florian Marle-Ouvrard (1982)
Choral Partita em estilo barroco
Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)
Fantasia em Fá Menor, KV 608
Felix Mendelssohn Bartholdy (1809 – 1847)
Sonata N.º 5 em Ré Maior, Op. 65
Jehan Alain (1911 – 1940)
Variações sobre um Tema de Clément Jannequin, JA 118
Baptiste-Florian Marle-Ouvrard
Improvisation
Em 2025, a Paróquia de Arrifana adquiriu um exemplar da organaria alemã, construído em 1965 pelo organeiro Führer, reconhecido pela qualidade artesanal e pelo equilíbrio sonoro dos seus instrumentos.
Originalmente instalado em Bremen, na Alemanha, este órgão dispõe de 23 registos, dois manuais e pedaleira, características que lhe conferem versatilidade e riqueza expressiva. Adequado ao acompanhamento da liturgia, o instrumento reúne também condições para a realização de concertos, valorizando a dimensão musical e cultural do espaço religioso.
Representativo da organaria europeia do século XX, constitui um importante elemento do património musical da paróquia, enriquecendo a vida litúrgica e abrindo novas possibilidades de fruição musical pela comunidade.

Organista francês de reconhecimento internacional, Baptiste-Florian Marle-Ouvrard é um dos mais destacados improvisadores da atualidade. Formado no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris, foi distinguido com oito prémios e venceu importantes concursos internacionais de improvisação, nomeadamente em Leipzig, Luxemburgo e Kaliningrado.
Desde 2015 é organista titular da Igreja de Saint-Eustache, em Paris, sucedendo a Jean Guillou, e apresenta-se regularmente na Catedral de Notre Dame, a mais emblemática referência histórica no nascimento da polifonia e na evolução da música sacra medieval.
Desenvolve uma intensa atividade concertística na Europa, América do Norte, África do Sul e Rússia, sendo regularmente convidado para orientar masterclasses. O seu percurso inclui ainda projetos de música para cinema mudo e colaborações com orquestras e compositores contemporâneos.
