Castelo de Santa Maria da Feira
 

Sociedade

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Alunos debateram estereótipos de género

O Gabinete de Igualdade de Género, Espaço Trevo e Casa dos Choupos promoveram um debate, em parceria com a EB 2,3 de Arrifana, para desconstruir estereótipos de género, centrados na perspetiva laboral.

Alunos debateram estereótipos de género

Quatro convidados de áreas profissionais distintas, homens e mulheres, falaram da sua experiência aos cerca de 200 alunos do 3º ciclo envolvidos no debate “As competências não têm sexo”.

Renato Gomes, dançarino profissional, Rosa Gomes, comissária da PSP de S. João da Madeira, Sílvia Pires Rocha, agente responsável pela área da Violência Doméstica na PSP de S. João da Madeira, Rosa Rocha, chefe de Divisão de Saneamento Básico e Ambiente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, e Sara Pinho, bombeira voluntária de Arrifana, responderam às questões colocadas pelos alunos e falaram dos estereótipos na escolha das suas profissões, das dificuldades sentidas, das estratégias que utilizaram para lidar com a relação trabalho-família e da influência da postura física para a sua aceitação nos respetivos cargos profissionais.

Do debate, moderado por três alunos da escola, saíram algumas conclusões, registadas pelos participantes: apesar de dos muitos e variados esforços para a eliminação das desigualdades de oportunidades entre homens e mulheres, continuam a persistir estereótipos de que existem profissões mais talhadas para homens e para mulheres; as estatísticas disponíveis são claras e demonstram que existe uma clara sub-representação das mulheres em profissões técnicas (engenharias, tecnologias, forças militarizadas, segurança, entre outras), bem como algo semelhante da parte dos homens nas profissões dos cuidados e na área social (nomeadamente assistentes sociais e educadores infantis); outra área premente é o desporto, onde os homens dominam as primeiras páginas, com jogos de futebol banais e as mulheres são chutadas para nota de rodapé, mesmo quando ganham medalhas de ouro em modalidades menos mediáticas que o futebol.

Como nota final do encontro, os participantes sublinharam que os gostos, aptidões e competências devem primar e que o direito à liberdade na escolha das profissões deve prevalecer, quer para homens quer para mulheres.

16:21 | Ter, 5 Dez 2017

GCRPI